Contrato assusta quem está começando, mas ele existe para proteger os dois lados. Não precisa ser um documento de dez páginas cheio de termos em latim. Precisa deixar claro o combinado: o que vai ser entregue, quando, por quanto e o que a marca pode fazer com o resultado. Um acordo simples e claro resolve a maior parte dos atritos antes que eles aconteçam.
1. Escopo: o que exatamente será entregue
O item que mais causa confusão. Deixe claro o número de vídeos, a duração de cada um, o formato (vertical para Reels e TikTok), e se inclui foto além de vídeo. "Um vídeo de UGC" pode significar coisas bem diferentes na cabeça de cada um.
2. Revisões: quantas rodadas de ajuste estão incluídas
Sem esse combinado, a marca pede ajuste sem fim e o creator trabalha sem receber. O padrão do mercado é uma ou duas rodadas de revisão incluídas. Ajustes além disso viram cobrança extra. Definir isso protege o tempo do creator e o orçamento da marca.
3. Prazo de entrega e de aprovação
- 1
Envio do produto
Se a marca envia produto, o prazo só começa a contar quando ele chega na mão do creator.
- 2
Entrega do vídeo
Data em que o creator manda o material para revisão. Costuma ser de alguns dias a duas semanas.
- 3
Aprovação
Prazo para a marca revisar e aprovar. Sem isso, a entrega fica em aberto para sempre.
4. Pagamento: valor, forma e quando cai
Deixe claro o valor total, o que ele inclui, a forma de pagamento e o momento: à vista na entrega, metade na largada e metade no fim, ou após aprovação. Quando o pagamento passa por uma plataforma com custódia, o valor fica reservado desde o começo e o creator tem a segurança de que vai receber ao entregar.
5. Direitos de uso: o ponto que todo mundo esquece
Já falamos disso em profundidade, mas ele precisa estar no contrato: canais, prazo, território e se inclui mídia paga. É o que decide se a marca pode transformar o vídeo em anúncio ou se ele fica só no post orgânico. Sem essa cláusula, o contrato está incompleto.
6. Exclusividade e concorrência (quando faz sentido)
Algumas marcas pedem que o creator não grave para um concorrente direto por um período. Isso é legítimo, mas tem preço: quanto mais restrição, maior o valor. Se pedir exclusividade, defina por quanto tempo e para quais marcas, senão vira uma amarra sem fim.
7. Inteligência artificial e uso da imagem do creator
Com a inteligência artificial, surgiram novas formas de reaproveitar um vídeo: editar a fala, mudar a voz, alterar o rosto ou criar versões novas a partir do material original. Por isso, vale definir por escrito o que a marca pode fazer com o conteúdo usando essas ferramentas e o que depende de uma nova autorização do creator.

O ideal é que o contrato diga de forma clara se a marca pode usar inteligência artificial sobre a imagem, a voz ou o conteúdo e, se puder, em quais situações. Quando o contrato não fala nada sobre isso, o caminho mais seguro é combinar com o creator antes de qualquer uso.
Na Simmark, qualquer uso de inteligência artificial sobre a imagem, a voz ou o conteúdo do creator precisa ser combinado com ele antes.
Checklist antes de assinar

Antes de fechar, confira se o contrato responde a estas oito perguntas:
- 1Quais vídeos ou fotos serão entregues, em quais formatos e em qual quantidade?
- 2Quantas rodadas de revisão estão incluídas?
- 3Qual é o prazo de entrega e qual é o prazo de aprovação da marca?
- 4Qual é o valor, a forma de pagamento e a data do pagamento?
- 5Em quais canais a marca pode usar o conteúdo?
- 6Por quanto tempo a marca pode usar o conteúdo?
- 7O conteúdo pode ser usado em anúncio pago?
- 8O que foi combinado sobre o uso de inteligência artificial?
O contrato de UGC mínimo precisa ter
0/6Resumindo
- Contrato de UGC não precisa ser complexo, precisa ser claro.
- Escopo e revisões são os pontos que mais evitam retrabalho.
- Prazo de aprovação impede que a entrega fique em aberto.
- Direito de uso é cláusula obrigatória, não um detalhe.
Na Simmark, o acordo já nasce estruturado dentro da campanha: escopo, prazo, pagamento e direitos de uso ficam registrados para os dois lados. Antes de fechar, vale ler o guia de direitos de uso em UGC e, se você é creator, o guia de quanto cobrar.
Perguntas frequentes sobre contrato de UGC
É o recomendado, mesmo em trabalhos pequenos. Um acordo por escrito deixa claro o que será entregue, em quanto tempo, por qual valor e como a marca pode usar o conteúdo.
Depende do que o contrato define. O mais comum é o contrato estabelecer em quais canais, por quanto tempo e em quais formatos a marca pode usar o conteúdo. Na Simmark, a autorização de uso do conteúdo é vitalícia.
Pelo prazo combinado no contrato. Se a marca quiser continuar usando depois desse prazo, o ideal é renovar a autorização com o creator. Na Simmark, a autorização é vitalícia.
Pode, quando o contrato autoriza o uso em mídia paga. Como o anúncio amplia o alcance do conteúdo, vale definir esse uso de forma específica. Na Simmark, a autorização de uso é vitalícia e inclui anúncios pagos.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um advogado.



